quarta-feira, 20 de junho de 2007

Os Ching Ling


Recomendo! Entre altos e baixos, o jornalista Gilberto Scofield Jr. mostra um pouco como funciona este bizarro país que é a China.

Desde restaurante especializado em pênis de animal às loucas manipulações de informação e censura do governo, passando pelos pedais de bicicleta de milhões de chineses nas ruas arquitetadas conforme o feng shui, a China propõe uma fascinante descoberta de como vive e pensa 1,3 bilhão de habitantes.

O mesmo que um quinto da humanidade, não é a toa que os chineses são famosos por terem inventado um monte de coisa e ao mesmo tempo são os maiores imitadores do mundo, com pirataria rolando a solta até mesmo de carro, uma questão probabilística – tem chinês pra tudo.

Enfim, abordarei algumas reflexões que tirei desse livro mais pra frente.

Deixo pra vocês um link pra música de Cui Jian, um cantor de rock chinês, que segundo o jornalista, uma de suas músicas (tudo leva a crer q seja a do link, mas não estou certa disso) soou como hino aos estudantes que na Praça Celestial estiveram, ao episódio conhecido como o Massacre da Paz Celestial, em que milhares de estudantes foram mortos pela busca por mais democracia.

A música é interessante, mistura uns instrumentos tradicionais chineses, como a cítara chinesa, no meio.. =)

http://www.youtube.com/watch?v=hm30a-bk0BM

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Castelinhos de areia


Dubai, por muitos ditos o paraíso terrestre (paraíso árabe ainda! quer coisa melhor?!), é como o Paco Underhill disse, o único lugar intergaláctico no mundo.
Os rios de dinheiro que sheiki Mohammed bin Rashid Al Maktoum, o xerife da cidade, possui, servem pra brincar de castelinhos de areia, só que de verdade. Projetos audaciosos como o Hidropolis (a foto), um hotel totalmente submerso nas águas, o Dubai World, um conjunto de ilhas artificiais que formarão o mundo, o Burj Dubai, o edifício que será o mais alto do mundo com 190 andares, dentre os muitos outros projetos arquitetônicos na cidade dão o exemplo da dimensão dos castelinhos de areia que o sheiki tem em mente.

A meca do luxo é caracterizada pelo encontro em um só lugar de tudo que há de bom e do melhor dos quatro cantos do mundo. As maiores e melhores grifes do mundo se encontram em Dubai.

Milhões de turistas vão ao paraíso comprar celulares de US$50.000 e hospedarem-se no hotel mais caro do mundo, o Burj al Arab, cuja diária mais barata sai por US$1.200.

1847, foto do post anterior, um inovador spa para homens não podia se encontrar em local diferente. Um local onde executivos podem tomar um whiskey, tragar um charuto enquanto cuidam das unhas, cabelos e barbas, além de relaxar com uma massagem terapêutica.

Uma vez me lembro de ter conversado no Odigo com um cara que trabalhava com mídia digital, nos Emirados Árabes, depois me especificou Dubai. Na época, fiquei imaginando como um cara podia saber tanto de mídia digital e estar no Oriente Médio?! Só conhecia o Burj Al Arab de grandioso em Dubai até então; quanta burrice a minha, o cara trabalhava no topo do topo do que poderíamos pensar em marketing e eu não soube aproveitar direito.

Bem que um estágio no paraíso do mundo não cairia mal, imagino que os formandos em hotelaria devem pensar o mesmo...

quarta-feira, 13 de junho de 2007

O Paco vinha cantando alegremente quein, quein, quein...

Hoje vi um ídolo!

Paco Underhill, o maior especialista na análise de conduta dos consumidores deu uma palestra sobre Comportamento de Consumo hoje na pós-graduação da ESPM.

Procure no Google Images uma foto do velho rapaz e verás escancarado a modéstia da qual a pessoa mostrou ser na palestra, apesar de tudo ao menos é simpático, cheio de quein, quein, quein!


Paco foi um dos responsáveis pela minha entrada na faculdade de publicidade. Num desses dias de crises existenciais pré-vestibular, vi num programa da People+Arts um ser fazendo altas análises diante de uma filmagem realizada através de uma câmera colocada nos óculos de uma pessoa que fazia compras num supermercado.

Esse ser era o Paco, e foi esse exato programa que me fez abrir os

olhos para o fascinante mundo do consumo, logo, Paco Underhill pra mim é ídolo.

Na palestra ele desenvolveu diversos cases muito bons advindos de países emergentes, que como diz ele, onde esta the young money é de onde surgirá the news ideas.

No próximo post vou falar de algo que me chamou atenção na palestra dele...deixo para apreciação de vocês uma imagem misteriosa sobre o que se trata, rs...

domingo, 10 de junho de 2007

O ser Gay

Hoje é dia de parada gay e notícia que não podia ser diferente que vi no jornal, o mercado de luxo em São Paulo essa semana está bombando!

Os gays, solteirões da boa vida, são consumidores assíduos dos produtos de luxo e um potencial mercado. A parada gay está aí para afirmar isso. Milhões de gays vêm a capital paulista para participarem de um movimento com o único objetivo de reverenciar e afirmarem sobre o seu SER GAY.

Fui na parada gay ano retrasado, e os GLBT realmente dão um espetáculo de fantasias, máscaras e também tem aqueles muito bem vestidos em suas roupas de grife, da moda, de luxo. Isso é o SER GAY. Os produtos de luxo hoje demonstram muito o estilo de vida que os gays têm.

Historicamente, a alta costura sempre foi muito ligada aos homossexuais. Assim como o que é a parada gay, ela funciona como uma forma de expressão e afirmação neste mundo em que ainda, mas cada vez menos, os homossexuais são reprimidos.

Os metrosexuais que surgem na atualidade são a prova de que os gays estão cada vez menos reprimidos. A vaidade e a preocupação com o estar bem vestido que antes era coisa de “viado”, hoje está cada vez mais dispersa entre os homens.

E passo a passo, o luxo consumido pelos homossexuais deixa de ser consumido por necessidade de afirmação do seu ser para dispersarem em um estilo de vida genérico.

Vitória para os homossexuais e parabéns ao SER GAY.

Apenas espero que o SER GAY não domine o mundo, rs

terça-feira, 5 de junho de 2007

Responsabilidade Social - uma solução mercadológica

O ser humano é movido por desejos e não necessidades.

Ao inserir essa filosofia no conceito de consumo podemos notar que o principal fator que leva as pessoas a consumirem um vinho ou uma camiseta branca básica é o desejo. A necessidade é apenas o fator base, a chave para a construção de desejos, pela necessidade apenas dormiríamos, beberíamos água e comeríamos pão.

Foi pelos desejos, pelas paixões, pelos sentimentos que o ser humano passou a desenvolver as artes – gastronomia, marcenaria, design de roupas, ... – tudo o que consumimos hoje é resultado de uma necessidade que o ser humano desenvolveu, uma criação, uma arte. E isso só aconteceu por existir esse fator humano, muito pouco compreendido pela ciência, a paixão, o desejo.

Hoje estava a ler no ônibus na revista da ESPM, um debate entre acadêmicos sobre o consumo ser pecado. Não entrando no mérito do tema de discussão, os acadêmicos construíram uma visão em que o marketing responsável seria essencial no futuro para a sobrevivência da humanidade. O marketing responsável nada mais é do que manter a sociedade através de ações positivas a todos os fatores que influenciam a estabilidade dessa sociedade – recursos naturais, econômicos, violência, dentre outros.

O que mais me chamou a atenção no debate foi a conclusão até que óbvia, mas só é óbvia quando a constatamos: somente através de desejos conseguimos fazer com que a sociedade seja socialmente responsável. E tal desejo não pode ser apenas de uma pessoa, e sim, o desejo de uma sociedade inteira.

Como construímos esses desejos? Desejos são movidos por sentimentos: sentimentos de frustração, congratulação, alegria, paixão, dentre os muitos outros que podemos citar aqui.

Ok. Construímos esses desejos, mas como conseguimos que eles sejam inseridos num pensamento único de toda uma sociedade? No debate entre os acadêmicos demonstraram como a solução dessa pergunta a ditadura do pensamento, incitar em toda uma sociedade um único modo de pensar. Ampliando esses conceito, e aplicando-o mais na prática, faço um link entre esse tema e a palestra que vi ontem, sobre branding entertainment.

Uma das melhores formas de chamar a atenção de um target no marketing é associar a sua solução a interesses públicos, ou seja, os fatos; aquilo que saiu no jornal seja no caderno de dinheiro, mundo ou esportes.

O branding entertainment nada mais é do que isso. Associar uma marca ao interesse público. Como o publicitário Hercules pode constatar na palestra, o branding entertainment é a grande forma de mudar valores, hábitos e consumo na atualidade. Como exemplo, veja como um documentário de 45 minutos do Al Gore e alguns poucos dólares gerou uma repercussão gigantesca mundial e abriu a nova discussão, tendente, sobre o aquecimento global em todo mundo.

Isso só foi capaz pelo avanço tecnológico nas televisões, imagens. Hoje, imagem, vídeos são muito mais provocativos do que textos. Imagens falam mais que mil palavras, e Lipovetski, o grande estudioso da sociedade atual concordaria com isso, sobre o mundo superficial, o conteúdo que é o nada. O conteúdo hoje, o interesse público criador de desejos e sentimentos, está no entretenimento.

As pessoas estão muito mais ligadas a televisão, a vídeos e imagens do que textos jornalísticos. Então, vejo como solução para a criação de uma sociedade socialmente responsável, em primeiro a mudança de associação de que para construí-la, a sociedade tem de ser responsável. Todos sabem como o cigarro faz mal a saúde, o que jogar lixo na rua provoca, mas até então, é indiferente pra nós, se jogamos o lixo na rua ou não, não sentimos nada quando fazemos qualquer uma dessas ações, não há desejo.

Então, não deve-se eliminar a informação, com certeza isso é a base de tudo, mas associar a responsabilidade social ao entertainment é a grande chave de sucesso para a ação das pessoas. Associar ações responsáveis aos seus gostos é talvez a melhor forma para alcançar essa sociedade, e instigar nela sentimentos,desejos e como conseqüência ação.